Pena de Morte? Como se posiciona o Espiritismo?

 

Diz o ditado popular: “Para grandes males grandes remédios”. Será a “Pena de Morte” um remédio?

Acreditamos que não! Como muitos, somos de opinião que essa medida não resolve os problemas sociais que tem originado os atos de violência e barbárie que campeiam em toda a parte.

Com a vinculação pela televisão de um crime cometido pelo pai de um bebê revoltado pelo choro da criança a noite, embrulhou-a num cobertor sufocando-a e, trancou-a no guarda roupa. E de manhã, logo cedo, ele e sua cúmplice, a mãe do bebê, simplesmente, foram alimentar as galinhas no quintal sem se preocuparem com a criança sufocada e fechada no guarda-roupa.

Esse caso revoltou aqueles que viram a reportagem e se posicionaram a favor da pena de morte. Pessoas nos questionaram procurando saber: como o Espiritismo encara a Pena Capital?

O clima de insegurança que toma conta das grandes cidades, hoje pode dizer que em todas as cidades, está deixando amedrontadas as pessoas. O mundo torna-se cada vez mais violento.

O consumismo desvairado, o materialismo, a educação deficiente, a corrupção que campeia livre e a incapacidade das Autoridades Governamentais, aliados ao índice crescente da pobreza devido a migração interna de desempregados, tem gerado uma concentração de elementos violentos.

Esse clima de intranqüilidade faz com que muitos defendam a “Pena de Morte”, alegando que tamanhas barbaridades não merecem consideração e sim punição com a morte, por que os julgam irrecuperáveis.

Nós, os Espíritas, condenamos a “pena de morte” porque sabemos que, ao matar-se um criminoso hoje, elimina-se o efeito provocado, mas não a causa que está na alma.