A Família à Luz do Espiritismo

Paulo Ribeiro

 

Na resposta à questão nº 774 de “O Livro dos Espíritos” encontramos a informação:

“Os laços sociais são necessários ao progresso e os laços de família estreitam os laços sociais. Eis porque os laços de família decorrem de uma Lei Natural”.

A vida social está na natureza. Deus fez o homem para viver em sociedade e lhe deu todas as faculdades necessárias à vida de relação (Q. 766).

Os homens procuram a sociedade por instinto tendo em vista o seu progresso. Sozinho, ele não consegue porque não tem todas as faculdades desenvolvidas: é lhe preciso o contato dos outros homens. No isolamento ele se embrutece e se debilita. (Q.767,768).

Por estas informações compreendemos que fortalecendo a família estamos contribuindo e garantindo condições para o nosso progresso individual e coletivo.

Numa sociedade violenta dificilmente a coletividade se beneficia, pois, o ódio, as desavenças, as mágoas e outros sentimentos negativos são a tônica.

Para que a vivencia comum possa ser útil à nossa evolução há de haver condições favoráveis para o desabrochar das virtudes e também das imperfeições, a fim de que sejam conscientizadas e sanadas, porém, em níveis suportáveis que não tragam comprometimento em massa.

O maior obstáculo ao nosso crescimento é o egoísmo, sentimentos que têm grandes possibilidades de ser amenizado ou transformado no convívio familiar, onde geralmente impera o amor e a fraternidade.

Daí a necessidade da união conjugal se realizar pela afeição, de acordo com a Lei Divina. Só o amor nos faz esquecer de nós mesmos em favor do outro.