Editorial

 

É muito prazeroso podermos oferecer a você, amigo leitor, mais uma edição de O Idealista, Somos gratos a todos pela acolhida e penetração entre os companheiros, espíritas ou não, que têm sido bastante simpáticos conosco. Isso demonstra que no meio espírita há bastante solidariedade, o que é muito bom.

Temos a certeza que não atingimos, ainda, o nível almejado.. Não alcançamos a realização dos nossos ideais que é trabalharmos para que o mundo seja melhor do que é hoje, sem violência, ódios e perseguições.

Evidencia-se, cada vez mais, a necessidade de termos uma sociedade mais fraterna e mais coesa. É fácil para nós tecermos críticas e botarmos falação sobre tudo, mormente na violência social.

Mas o que temos feito para sanar isso? E nós? Estamos na paz prometida pelo Cristo? Estamos cuidando do nosso interior de forma à pacificá-lo? A violência homicida é percebida num piscar de olhos, mas aquela que fere barbaramente sem sangrar, que massacra-nos e que penetra nossos corpos sem cortá-lo, essa aniquila a alma...

E a violência oral? Aquela que ferimos com a língua de fogo a moral alheia? Observamos que, nos dias de hoje somos prisioneiros da violência. Um número expressivo de pais cuidando da educação de seus filhos, fica atônitos e hebetados diante do universo chamado Internet; outros ficam preocupados e, mesmo perdidos ante uma gravidez não esperada de alguma filha...

Mas, todos, de modo geral, estão sumamente amedrontados, sempre que seus filhos se ausentam de casa, com a ameaça de uma violência ocasionada pela desigualdade social.

A violência, tão comum nos dias atuais, tem causado um número muito grande de sofrimento e intranqüilidade, por criaturas que se esqueceram do ensinamento de Jesus: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

Diuturnamente acompanhamos, infelizmente, fatos narrados com requinte de detalhes; reportagens radiofônicas ou televisivas sobre os casos mais violentos da humanidade.