Esse contato diário com as ações insensíveis do ser humano, levando-as a desconsideração do compromisso de amar o próximo como a si mesmo, conforme recomendação de Jesus, leva as pessoas a desconsiderarem seus atos de violência, esquecendo de colocá-la na lista daquelas que necessitam do trabalho perseverante e contínuo de transformação, através do auto-aprimoramento.

Nós que tivemos o privilégio e a felicidade de conhecermos a Doutrina Espírita, sabemos ser a violência característica de espíritos vinculados ao nosso planeta Terra, variando, contudo, nos pensamentos e nos estímulos para a desencadeação de uma ação violenta.

Daí, o sábio Mestre nos aconselhar o “não julgamento”, levando-nos a um raciocínio de prudência em nosso julgamento do próximo, dado ao fato de, não sabermos se existe ou não, em nosso interior a violência que condenamos, em estado latente, aguardando as condições próprias para o seu despertamento.

Mas, como viver com essa situação caótica? Estamos, realmente, preparados para a convivência com essas criaturas que primam nos atos de vandalismo, de roubo e de extermínio? E, nós, que atitude devemos tomar, para que isso não ocorra mais?

Diz o Espírito Verdade (perg.785) que “o maior obstáculo do progresso moral é o orgulho e o egoísmo”. Ambos, caracterizam sentimentos ainda muito imperfeitos e, aliados à ignorância das Leis Naturais e seus mecanismos de atuação, originam ações contrárias a essas mesmas leis, instalando assim, a violência.

Isso não os exime da culpa, mesmo porque, a Lei de Deus está escrita na consciência (perg. 621), permitindo ao homem discernir sobre o bem e o mal.

Devemos combater a nossa violência interior, também. Sempre achamos que não fazemos mal a ninguém. Talvez isso seja verdade, mas o que fazemos a nós mesmos? Diariamente nos agredimos com cigarros, bebidas, remédios, drogas, alimentação exagerada e inadequada...

O conhecimento espírita nos oferece medidas preventivas e ensinamentos preciosos, mostrando que somos os construtores de nosso próprio destino, mas, oferece-nos, também, o respaldo necessário para conduzirmos com segurança e aceleração a jornada em busca da evolução espiritual.