Médiuns Improdutivos

Rogério Coelho

 

“Não vale fenômeno sem proveito” – Emmanuel (1)

Certa vez (2), saindo de Betânia com Seus discípulos, Jesus teve fome; e, vendo ao longe uma figueira, para lá Se encaminhou, a ver se acharia alguma coisa, mas só achou folhas, visto não ser tempo de figos. Então, disse Jesus à figueira estéril: “Que ninguém coma de ti fruto algum”. No dia seguinte ela estava seca até a raiz...

Entendemos com o Mestre Lionês (3), que:

 “...a figueira que secou é o símbolo dos que apenas aparentam propensão para o bem, mas que, em realidade, nada de bom produzem. Simboliza, também, todos aqueles que tendo meios de ser úteis, não o são. São apenas árvores cobertas de folhas porém, baldas de frutos... Por isso é que Jesus as condena à esterilidade, porquanto dia virá em que se acharão secas até à raiz.

Os médiuns são os interpretes dos Espíritos; suprem, nestes últimos,a falta de órgãos materiais pelos quais transmitam suas instruções. Daí vem o serem dotados de faculdades para esse efeito.

Nos tempos atuais, de renovação social, cabe-lhes uma missão especialíssima: são árvores destinadas a fornecer alimento espiritual a seus irmãos; multiplica-se em número, para que abunde o alimento; há-os por toda a parte, em todos os países, em todas as classes da sociedade, entre os ricos e os pobres, entre os grandes e os pequenos, a fim de que em nenhum ponto faltem e a fim de ficar demonstrado aos homens que todos são chamados.

Se porém, eles desviam do objetivo providencial à preciosa faculdade que lhes foi concedida, se a empregaram em coisas fúteis ou prejudiciais, se a põem a serviço dos interesses mundanos, se em vez de frutos sazonados dão maus frutos, se se recusam a utilizá-la em benefício dos outros, se nenhum proveito tiram dela para si mesmos, melhorando-se, são quais a figueira estéril.