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A
Necessidade do Estudo em Grupo
Marcus Alberto de Mario
Apesar de
já estarmos no século 21, em pleno terceiro milênio, ainda encontramos
dirigentes espíritas resistentes à implantação no Centro Espírita, do estudo em
grupo e dos cursos, assim como resistem a aceitar que se utilizem nas reuniões
técnicas e dinâmicas de aprendizagem cognitiva e emocional que facilitam a
interação entre os participantes e o maior aprofundamento e entendimento do que
está sendo estudado.
Existem
dirigentes espíritas que consideram o processo educacional, na evangelização
infantil, por exemplo, como processo de silêncio absoluto. A evangelizadora é
boa quando sua turma se mantém em silêncio.
Não é bem
assim... Aquela famosa placa "o silêncio é prece", encontrada nos salões de
centenas (talvez milhares) de Centros Espíritas, não condiz com a verdade. De
que adianta estarem todos em silêncio verbal se os pensamentos estão
contraditórios, mesmo negativos?
Allan
Kardec, o codificador do Espiritismo, era adepto do estudo em grupo, exercendo
na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, isso entre 1858 e 1869, em pleno
século dezenove, intenso diálogo com os espíritos e debatendo as comunicações
com os adeptos da sociedade, além de realizar reuniões de estudo do Espiritismo
onde todos tinham participação.
Estudar em
grupo enriquece as abordagens sobre o tema. Motiva o estudante ao esforço
individual. Faz com que cada componente do grupo trabalhe pelo conjunto. No
estudo em grupo trocamos idéias, entendimentos, experiências.
Facilita o
relacionamento interpessoal e dá subsídios para o melhor entrosamento dos
freqüentadores e trabalhadores do Centro Espírita.
Mesmo na
palestra pública podemos melhorar sua dinâmica. Basta reservar um tempo, após a
palestra, para que o expositor convidado responda perguntas feitas pela platéia
ou pelos dirigentes espíritas.
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