O Que Estamos Enxergando?

Wellington Rocha Balbo

 

João é um sujeito impaciente, ansioso, por vezes chega a ser arrogante, dono de temperamento impulsivo, com freqüência se deixa trair pelas emoções precipitando-se...

João, pai responsável, esposo dedicado, profissional esforçado, filho amoroso, amigo leal...

Não falamos aqui de personagens diferentes, tratamos sim, da mesma pessoa.

Não há incoerência nos comentários.

È fácil compreender quando entendemos que somos espíritos em processo evolutivo, ou seja, não nascemos sabendo, estamos sim, em constante aprendizado!

Somos alunos da vida a navegar pelas virtudes já conquistadas e limitações a serem depuradas.

Questão de reflexão: Se nos propusermos a enxergar apenas as mazelas alheias, como será nossa caminhada?

Certamente que amarga, sem muitos amigos, sem muitos motivos para sorrir!

O mundo é como o enxergamos, é como enxergamos aqueles que estão a nossa volta!

Não podemos nos esquecer que somos Filhos de Deus, portanto dormitam conosco potencialidades criadoras, todos sem exceção possuem essa centelha divina!

Precisamos aprender a arte de salientar o que há de bom nas pessoas e enxergar suas virtudes!

Precisamos aprender a elogiar!

Precisamos deixar de nos prender em uma competição irracional onde para nos nivelarmos aos demais recorremos ao azedume da crítica.

Ao invés de pronunciar:

- Eu sem dúvida faria melhor!