E encontram meios de semear a divisão de pessoas em grupos e instituições, quando, invigilantes, nos deixamos levar pelo melindre, pelo ressentimento, pela inveja, pelo ciúme... É quando surgem as rachaduras nos relacionamentos, que afetam atividades e “matam” grupos, destroem instituições, culminando com desentendimentos e prejuízos de alcance lamentável.

É como a imagem simbólica de paredes rachadas numa casa. Basta pensar nos prejuízos de rachaduras que surgem num imóvel e vão ampliando seus efeitos nefastos por toda a construção. O mesmo ocorre em grupos onde a fraternidade fica esquecida, onde a amizade, a naturalidade e a espontaneidade são deixadas em plano secundárias.

Por isso recomenda O Espírito de Verdade (capítulo XX, item 5 de O Evangelho Segundo o Espiritismo):

 “(...) vós que sois bons servidores, que calastes os vossos ciúmes e as vossas discórdias para não deixar a obra prejudicada! (...) Por que pedis graça, vós que não tivestes piedade de vossos irmãos, e que recusastes lhes estender a mão, vós que esmagaste o franco em lugar de o sustentar? (..)”.

O destaque é nosso, cabendo ao leitor perceber que na transcrição acima encontra-se duas situações: a dos bons servidores e dos que prejudicam os bons relacionamentos.

A lição é muito clara e a concluímos com o que diz Adolfo no item 12, capítulo VII, da mesma obra citada no parágrafo anterior:

“(...) A inquietação torna-se geral; a quem inculpá-la senão a vós que procurais incessantemente esmagar uns aos outros? Não podeis ser felizes sem benevolência mútua... (...)”

Eis a chave da questão, repetimos: Não podeis ser felizes sem benevolência mútua.

Eis a causa de tantos desentendimentos e de tantas rachaduras em nossas paredes: a ausência de benevolência mútua. Nada mais a dizer...