A Arte de Conviver

Dr. Edson Tomazelli

 

Alteridade, palavra que, segundo a Enciclopédia Larousse Cultural, tem o significado “qualidade daquilo que é outro, distinto”. Enseja, também, a relação de oposição entre o sujeito pensante (o eu) e o objeto pensado (o não eu).

Termo relativamente novo que vem ganhando força, principalmente nos textos e artigos espíritas. Em síntese, significa uma maior interação entre as diversidades, nova maneira de agir e pensar e que deverá ser o rumo para uma nova era para consolidar, de vez, a solidariedade e a fraternidade dos povos.

Reflete, ainda, uma nova linguagem para incentivar a idéia de união afetiva de todos os homens, aplicando-se no exercício incondicional do amor na aceitação do “outro” e respeitar as suas diferenças.

Conviver bem com a diferença da qual o “o outro” é portador é importante, porquanto a fraternidade – sabemos, expressa a síntese das virtudes cristãs e é a meta ética de todo ser humano, principalmente com a fantástica facilidade de comunicação entre os povos e a maior liberdade com as conquistas democráticas, conquanto existia, ainda, enorme clima beligerante entre alguns setores da sociedade humanitária.

Trabalho, solidariedade e tolerância – tríade inspirada pelo Codificador, vêm em boa hora lembrar-nos da necessidade do exercício da alteridade nesse cenário conturbado da sociedade materialista, que por meio de seu progresso material, rápido e eficiente acaba nos confundindo, dificultando a chance de raciocinar e redimensionar os melhores valores e fundamentos de nossa vida.

Basta notar que, mesmo com todos esses avanços, as pessoas estão ansiosas e insatisfeitas, resultado da dificuldade em usufruir satisfatoriamente de todos os benefícios que advêm deste magnífico arsenal evolucionário e pela não satisfação das suas próprias necessidades básicas.