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Chico
Xavier e o livro “Paulo e Estevão”
Carlos A.
Baccelli
Contou-nos
o Chico que a recepção do livro Paulo e Estevão, editado pela FEB, durou 8
meses. Todos os dias, com exceção de domingo, depois do expediente no escritório
da Fazenda Modelo, em Pedro Leopoldo, ele descia para o porão da casa do Sr.
Rômulo Joviano, o seu chefe, e punha-se a trabalhar na psicografia. Começava por
volta das 17:15 horas e, por vezes, ia até à 1:00 h. da madrugada!
O trabalho
dividia-se em três partes: ele psicografava, passava a limpo e depois
datilografava na máquina que o Sr. Rômulo lhe emprestava, já que não possuía
uma.
Apesar de
rigoroso, o Sr. Rômulo era muito bom para o Chico. Além da esposa, todas as
noites, mandar que a empregada lhe servisse um lanche no porão, ele determinava
que o funcionário de plantão levasse o Chico de volta à casa, de charrete, desde
que, pela manhã, pontualmente às 7 horas, ele estivesse no serviço.
O mais
interessante é o que ele nos conta, a seguir:
“Quando
comecei a psicografar o Paulo e Estevão, todas as noites aparecia um enorme sapo
no porão. A princípio, não estimava a sua companhia, mas Emmanuel foi-me
explicando que ele era uma forma de transição entre outras espécies animais,
também evoluindo como nós para Deus. E acabei por me habituar com a sua
presença...
Aquele sapo
era estranho... Todas as tardes, ele esperava à porta do improvisado gabinete no
porão da residência do Sr. Rômulo Joviano. Entrava comigo e ficava quieto num
canto. Quando eu saía, ele saía junto e se embreava pelo mato... No outro dia,
lá estava ele...
À medida
que o Paulo e Estevão ia sendo psicografado, o meu chefe e sua esposa iam
acompanhando o livro, como hoje se acompanha os capítulos de uma novela. |
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