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A
Caridade Moral
Emerson
Oliveira Cavalcante
Das páginas
de “O Evangelho segundo o Espiritismo” de Allan Kardec, no capítulo X, item 16,
297º edição, tradução de Salvador Gentile, pela editora IDE, encontramos
mensagem mediúnica de José, Espírito protetor; transmitida na cidade de Bordéus,
na França, em 1863.
A mensagem
é um desdobramento de uma das sentenças anunciadas por Jesus no Sermão do Monte,
segundo as anotações de Mateus, no capítulo 5, versículo 7, quando afirma: “Bem
aventurados aqueles que são misericordiosos, porque eles próprios obterão
misericórdia”.
As
instruções, por serem de enorme valia para as nossas reflexões, serão
transcritas e analisadas integralmente no presente artigo, no sentido de
revermos posturas e entendimentos sobre o assunto. A mensagem intitula-se: “A
indulgência”, e está assim transcrita:
“Espíritas, queremos vos falar hoje da indulgência, esse sentimento tão doce,
tão fraternal, que todo homem deve ter para com os seus irmãos, mas do qual
bem poucos fazem uso”.
Indulgência
significa esquecimento das ofensas, erros e imperfeições alheias. Doce e
fraternal, esse sentimento pacifica ambientes, desperta percepções afetivas e
enobrece todo aquele que se permite envolver por sua suave influência.
Infelizmente nós, na imensa maioria, ainda preferimos o tortuoso caminho do
prévio julgamento e da condenação sumária dos semelhantes.
“A
indulgência não vê os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles,
divulgá-los; ao contrário, oculta-os, a fim de que não sejam conhecidos senão
dela, e se a malevolência os descobre, tem sempre uma desculpa para os
abrandar, quer dizer, uma excusa plausível, séria, e não daquelas que, tendo o
ar de atenuar a falta, a fazem ressaltar de um jeito pérfido”.
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