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A
promessa de Jesus Gonçalves
Luciano
Napoleão C. Silva
Chico
Xavier não conheceu, pessoalmente, Jésus Gonçalves, mas eram amigos
inseparáveis, pelas cartas. Mantiveram correspondência durante dois anos
consecutivos.
Jésus
Gonçalves carinhosamente, muito contribuiu nos ensinamentos a Chico Xavier, pela
sua paciência, compreensão, resignação e incentivando-o a ter coragem e fé na
missão a ser cumprida; e sempre o avisava de que, assim que “partisse”,
pretendia conhecê-lo pessoalmente... em espírito!
Sofria de
mal de Hansem, popularmente conhecido por lepra, e já se encontrava em
tratamento, em Pirapitingui, quando lhe remete as primeiras
cartas.Freqüentemente mandava-lhe fotografias, sendo que, numa delas, nunca
perdendo o bom humor, escreveu: “Irmão Chico, se você notar alguma diferença de
uma fotografia para outra, isso é defeito da máquina, porque continuo sempre o
mesmo”.
Chico
respondia suas cartas e o encorajava, timidamente; Jésus Gonçalves tinha um
ânimo indescritível.
Sua última
carta veio acompanhada de uma fotografia de corpo inteiro, em que se podia
observar o adiantado da doença na face de uma das pernas. As notícias então
cessaram.
Numa terça
feira do mês de março de 1947, chegaram a Pedro Leopoldo dois amigos de Chico, o
senhor Francisco de Paula Cardoso, que residia em Santa Cruz do Rio Pardo (SP) e
o Dr. Raul Soares, diretor do “Lar Anália Franco” de São Manuel.
Como não
havia nenhuma tarefa no Centro Espírita Luiz Gonzaga, os dois visitantes
reuniram-se a orar com o Chico. Este se sentou entre os dois, e o Dr. Raul
Soares iniciou as preces; poucos minutos após, Emmanuel já fazia a sua
comunicação orientadora.
Ao
terminá-la, Chico ainda se encontrava em profunda concentração mental, quando
viu a porta da entrada iluminar-se por suave clarão; o “espírito” de um homem
apareceu aos seus olhos perfeitos, com uma aura de brilho pálido que o
circundava.
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