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Sabe Onde
Estamos nos Perdendo?
Orson Peter Carrara
É comum
surgirem crises nas instituições humanas. Somos seres falíveis, com inúmeras
limitações e dificuldades, e nossas falhas pessoais refletem-se diretamente nas
atividades a que nos dedicamos ou nas instituições a que nos vinculamos, seja na
condição de funcionário, voluntário, diretor ou mero colaborador.
Estas
crises podem receber vários títulos: desorganização, desencontro, melindres,
desentendimentos, agressões, separações, divisões, disputas, intrigas, “fofocas
de bastidores”, abandonos, brigas, inimizades, calúnias, desastres financeiros e
administrativos, entre tantos outros adjetivos que poderíamos colocar.
E as
instituições espíritas, compostas por seres humanos igualmente falíveis que
todos somos, não estão livres desses pesadelos que colocam a perder grandes
investimentos de pioneiros, no passado, como de dedicados trabalhadores do
presente. Isso nos dois planos da vida e não exclusivamente do ponto de vista
material, mas especialmente na valorização da condição humana nas diversas áreas
que se queira relacionar.
Muitas
dessas crises são oportunidades de crescimento; outras poderiam ser evitadas e
muitas – a maioria delas – simplesmente surgem porque ainda nos deixamos perder
por bagatelas do relacionamento. Porém, sabe-se de onde se originam?
É simples.
Muitas crises são construídas paulatinamente pela nossa invigilância, quando:
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Consideramo-nos indispensáveis;
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Tornamo-nos centralizadores e deixamos de preparar sucessores ou continuadores;
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Desejamos
impor pontos de vistas, considerando que somente nós sabemos;
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Tornamo-nos indiferentes aos sentimentos das pessoas;
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Desejamos
fazer como achamos que deve ser feito, desconsiderando posições alheias;
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Desejamos
abraçar todas as tarefas, concentrando-as em nossa incomparável capacidade e
experiência;
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