Sabe Onde Estamos nos Perdendo?

Orson Peter Carrara

 

É comum surgirem crises nas instituições humanas. Somos seres falíveis, com inúmeras limitações e dificuldades, e nossas falhas pessoais refletem-se diretamente nas atividades a que nos dedicamos ou nas instituições a que nos vinculamos, seja na condição de funcionário, voluntário, diretor ou mero colaborador.

Estas crises podem receber vários títulos: desorganização, desencontro, melindres, desentendimentos, agressões, separações, divisões, disputas, intrigas, “fofocas de bastidores”, abandonos, brigas, inimizades, calúnias, desastres financeiros e administrativos, entre tantos outros adjetivos que poderíamos colocar.

E as instituições espíritas, compostas por seres humanos igualmente falíveis que todos somos, não estão livres desses pesadelos que colocam a perder grandes investimentos de pioneiros, no passado, como de dedicados trabalhadores do presente. Isso nos dois planos da vida e não exclusivamente do ponto de vista material, mas especialmente na valorização da condição humana nas diversas áreas que se queira relacionar.

Muitas dessas crises são oportunidades de crescimento; outras poderiam ser evitadas e muitas – a maioria delas – simplesmente surgem porque ainda nos deixamos perder por bagatelas do relacionamento. Porém, sabe-se de onde se originam?

É simples. Muitas crises são construídas paulatinamente pela nossa invigilância, quando:

  1. Consideramo-nos indispensáveis;

  2. Tornamo-nos centralizadores e deixamos de preparar sucessores ou continuadores;

  3. Desejamos impor pontos de vistas, considerando que somente nós sabemos;

  4. Tornamo-nos indiferentes aos sentimentos das pessoas;

  5. Desejamos fazer como achamos que deve ser feito, desconsiderando posições alheias;

  6. Desejamos abraçar todas as tarefas, concentrando-as em nossa incomparável capacidade e experiência;