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Viver em Família
Antonio Dias Ferreira - Nim
Estamos vivendo em uma época de profundas transições, em que as
instituições passam por modificações radicais. Como não podia ser
diferente, também, a família é atingida por esse processo renovador, o
que ocasiona, naturalmente, ao ser humano grandes dificuldades de
adaptação às novas contingências.
A
Doutrina Espírita oferece uma base filosófica sólida para ajudar nesse
processo renovador, sem que sejamos dominados pelo medo e pela
insegurança.
Vamos, primeiramente, buscar a definição da família sob a ótica
espírita. Mas, é importante ter a noção de que, ao falar de família na
visão espírita é falar de espíritos em processo de contínua evolução.
A
família é a primeira célula da sociedade, o primeiro núcleo social, a
primeira escola das criaturas. E o Espiritismo aprofunda-se mais,
mostrando quem são na verdade, os componentes da família quando nos
papéis de pais, mães, filhos, irmãos e porque e para que se uniram
pelos laços consangüíneos...
Vamos, então, definir família como sendo a união de espíritos com a
finalidade de trabalharem os laços afetivos, corrigindo desequilíbrios
do passado para a construção de um futuro mais sereno e mais
promissor.
Então agora, compreendemos o porque de a USE (União
das Sociedades Espíritas) ter como campanha perene, o dístico: “O MELHOR É VIVER
EM FAMÍLIA – APERTE MAIS ESSE LAÇO”.
Em “O Livro
dos Espíritos” na questão 774, os Espíritos responderam a Kardec: “(...) os
laços sociais são necessários ao progresso e os de família mais apertados tornam
os primeiros. Eis porque o segundo (laços de família) constituem uma lei da
Natureza. (...)”.
No cap.
XIV, item 9 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” no 5º parágrafo, Santo
Agostinho afirma: |