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A
Autoridade Paterna
Rodolfo
Calligaris
O amor
materno e autoridade paterna são dois elementos essenciais ao bom equilíbrio das
relações familiais.
Releva
frisar que mãe e pai não estão dissociados em suas funções. Pelo contrário, à
mãe cabe também certa autoridade sobre os filhos, assim como nada impede que o
pai manifeste ternura para com eles.
A separação
que aqui se faz visa apenas enfatizar isto: o que o filho mais espera e precisa
da mãe é o amor; do pai, a autoridade.
Autoridade
é a palavra derivada de autor, deixando claro que essa prerrogativa é inerente
ao autor. E o caso do pai, autor da vida do filho.
Pode ele
delegar parte de sua autoridade a outras pessoas, durante algum tempo e no que
tange a certos aspectos da educação do filho. Permanece, porém, a instância de
apelo supremo.
Isto
é verdadeiro, não apenas do ponto de vista jurídico, mas igualmente do ponto de
vista psicológico. Deixe a criança de sentir acima dela a proteção da autoridade
paterna e seu equilíbrio emocional será afetado, com prejuízo, inclusive, para a
sua maturidade.
A criança
detesta, quase sempre, aqueles que a tiranizam, pois gosta de ser tratada com
moderação e justiça; mas, por outro lado, despreza e agride o pai frouxo e
piegas cuja incapacidade a priva de um apoio que deseja e lhe é indispensável.
Sim, a par
da liberdade, sem a qual não poderia auto-afirmar-se, a criança necessita,
também, da autoridade para que seja orientada nos seus julgamentos e saiba
disciplinar a própria vontade.
Se contar
com a preciosa ajuda da autoridade, ela evoluirá na fase inicial, instintiva, em
que busca simplesmente o prazer através da satisfação de suas necessidades, para
a outra fase, adulta, em que lhe caberá enfrentar as vicissitudes da vida, nem
sempre isenta de dificuldades e sofrimentos.
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