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Idealismo
Sacrificial
Divaldo Pereira
Franco
Todo aquele
que se destaca no grupo social, de imediato passa a experimentar críticas e
dissabores. Chamando a atenção, provoca inveja e desperta os instintos
competitivos vigentes na massa graças aos quais, enfrenta aguerrido combate.
Se é
portador de ideais superiores, logo vai taxado de louco, por colocar as suas
ambições acima das vacuidades, renunciando às quinquilharias transitórias em
favor das metas almejadas.
Raramente
se faz aceito de imediato, tornando-se-lhe necessário o testemunho quando não se
lhe impõe a imolação.
São, no
entanto, esses homens e mulheres, audaciosos - que não temem as críticas ácidas
nem a perseguição contumaz - que precipitam o progresso, abrindo espaços
iluminados para todos aqueles que vêm depois.
Ridicularizados no início, passam como objeto de chocarrice, para depois
impressionar pela sua tenacidade e impor-se, finalmente, pelas realizações e
amor.
Vitalizados
pelo combustível da afetividade, são imbatíveis, desde que legítimos se
apresentem os empreendimentos em tela, alterando o "status" da sua época e
conclamando os demais à renovação interior e ao cumprimento dos nobres deveres.
O mundo
entroniza com alegria os histriões e os vândalos, os corruptos do poder e os
ilusionistas, porque a realidade desagrada aos equivocados, por despertá-los
para compromissos de alta gravidade.
Porque se
encontram conscientes da tarefa a executar, os idealistas não cedem, não se
atemorizam, nem recuam. Passo a passo avançam, e quanto mais dificuldades
enfrentam, mais resistências adquirem.
O cristão,
no atual contexto social, é alguém deslocado, se pretende ser autêntico, e se
deseja desincumbir-se bem dos compromissos que lhe dizem respeito.
Diante de
uma ética permissiva e de valores equívocos quão secundários, ele vê-se na
encruzilhada de difíceis decisões. |