Entrevista

Marcus Alberto de Mario

 

1 - Qual o nível atual de humanização existente entre as casas espíritas que você tem contato?

Atualmente sentimos que a questão da humanização e da afetividade está adentrando às Casas Espíritas, mas ainda de forma tímida. Temos percebido que o personalismo e o discurso sem prática ainda predominam nas relações entre dirigentes e cooperadores das diversas Casas Espíritas de uma mesma região, daí as dificuldades sentidas pelo movimento de unificação, pois onde não há efetiva união torna-se difícil o estreitamento dos laços de amizade e solidariedade. Mas existem os bons relacionamentos e preocupações sinceras em humanizar as relações, e isso é muito bom.

2 - Doutrinariamente como poderemos definir a palavra "humanizar"?

Podemos defini-la lembrando a palavra da espiritualidade superior na codificação: "espíritas, amai-vos, eis o primeiro mandamento", ou seja, humanizar é ter atitude de amor para com o próximo, mesmo porque Jesus lembrou que seus discípulos devem ser conhecidos por muito se amarem.

3 - Algumas pessoas em nome da humanização de suas casas, acabam por afrouxar os laços de fidelidade a Kardec, que pensar disso?

Não existe Espiritismo sem a codificação kardequiana, assim não é possível estruturar os serviços da Casa Espírita abrindo mão de Kardec. Quando falamos em humanização estamos dizendo da necessidade de colocar em prática, nos atos da vida de relação para com aqueles que comungam do mesmo ideal, os preceitos da própria doutrina espírita. Fidelidade a Kardec e humanização projetam uma equação perfeita.

4 - Tendo como tema central a humanização, como podemos imaginar o centro espírita do futuro?

Um centro espírita sem máscaras, sem aparências, sem hipocrisias, onde todos se amam com sinceridade e se apóiam.