O Poder do Justo

Rogério Coelho

 

"Quem ajunta amigos, amontoa amor. Quem amontoa amor, acumula poder." - Emmanuel

Ensina Allan Kardec :

"Nem sempre o título de rei implica o exercício do poder temporal. Dá-se esse título, por unânime consenso, a todo aquele que, pelo seu gênio, ascende à primeira plana numa ordem de idéias quaisquer, a todo aquele que domina o seu século e influi sobre o progresso da Humanidade... E essa realeza, oriunda do mérito pessoal, consagrada pela posteridade, revela preponderância bem maior do que a que cinge a coroa real."

Pela decepção e testemunho de uma rainha de França, assiste toda razão ao Mestre Lionês para chegar a essa conclusão :

"(...) Rainha entre os homens, como rainha julguei que penetrasse no Reino dos Céus! Que desilusão! Que humilhação, quando, em vez de ser recebida aqui qual soberana, vi, acima de mim, mas muito acima, homens que eu julgava insignificantes e aos quais desprezava, por não terem sangue nobre!"

Somente a abnegação, a humildade e a Caridade em todos os seus desdobramentos, a benevolência para com todos, o perdão das ofensas, poderão granjear-nos lugar no Reino dos Céus.

Como Jesus é possuidor de todas essas qualidades (e muitas outras virtudes que ainda desconhecemos), é que os que O ouviam exclamavam :

"Ele fala como quem tem autoridade, e não como os escribas."

Pelo que nos é dado a observar em todas as épocas da Humanidade - inclusive hodiernamente - não fica difícil verificar o quanto as criaturas cobiçam o poder e a autoridade.

No entanto, raríssimas são as portadoras da verdadeira autoridade e do poder real, mesmo entre as nascidas em berço de ouro e tendo "sangue azul" nas veias.

Devemos ambicionar nossa efetivação como "Cooperadores de Deus", e, para isso, faz-se mister a conquista dos "tesouros dos Céus",inalienáveis, imarcescíveis, atemporais...