A Verdade e o Amor

Amilcar Del Chiaro Filho

 

São muitos os que dizem que vivemos numa época de devassidão, corrupção e maldade, na qual imperam os interesses vis, a imoralidade e o desprezo pelos valores verdadeiros da vida. Dizem que os homens preocupam-se em ter, em possuir, esquecidos de ser. Estariam certos os que assim pensam?

Acreditamos que estão parcialmente certos, mas acreditamos, sobretudo, que vivemos um instante de ouro na evolução humana. Por que? Pelas conquistas da Humanidade. A comunicação se faz de forma fácil e rápida. O computador e os meios de transportes facilitam grandemente a vida.

A medicina vence as doenças e as previne por meio de vacinas. A produção e o consumo ainda não encontraram estabilidade, pois o egoísmo ainda faz com que o dinheiro seja o fator predominante. Alimenta-se bem quem pode comprar.

A evolução humana, acelerada pela revolução industrial, deixou a Humanidade perplexa, ao cortar as peias que a prendia ao pensamento religioso, obscurantista, opressor. Livre do medo de contrariar os dogmas religiosos, o homem não tinha escolha e precisou entrar pelos áridos caminhos, da descrença, do ateísmo, do materialismo.

As universidades se multiplicavam, e com elas multiplicavam, e com elas multiplicava-se a descrença. Como aceitar uns Deus facciosos, que distribui tão desigualmente o bem e o mal entre os pobres seres humanos?

Entre Deus e a Humanidade formou-se um abismo, mas o homem traz dentro de si uma necessidade inata de crer num ente superior que lhe deu a vida e o sustenta com o seu amor. Não é uma crendice, é como a marca do obreiro na sua obra.

Deus, no plano evolutivo destinado à Humanidade, determinou s vinda do Consolador, como outrora havia mandado um grande avatar: Jesus de Nazaré.

Meados do século 19, os Espíritos invadem a Terra, os fenômenos mediúnicos se multiplicam por toda a parte.