A Boa Morte

Francisco Cajazeiras

 

A Eutanásia, palavra de origem grega, que significa “Morte serena”, é, no entender de muitos, o abreviar dos dias terrenos com o objetivo de fugir dos infortúnios e amarguras.

Mas será que com essa prática o homem conseguirá se liberar da cruz de sua enfermidade?

O Espírito São Luís, em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, afirma-nos categórico serem esses últimos momentos da vida orgânica de grande importância para o desencarnante, porquanto, nessa ocasião, poderá o Espírito recobrar a consciência, mudando a sua sintonia mental para melhor, no meditar sobre a agonia e sobre o futuro que se lhe avizinha, evitando dessa forma grande tempo de penar em estâncias espirituais sombrias.

Até porque o fluido vital, mantenedor da vida orgânica – o princípio vital -, precisa exaurir-se para tornar mais fácil o desfazer dos elos agregadores do Espírito (perispírito) ao corpo somático.

A eutanásia, levando-se em conta o lado espiritual, nada mais é que uma forma de suicídio ( ou homicídio) e sublevação contra as imutáveis leis do Universo, resultando invariavelmente em momentos de grande aflição no mundo espiritual (e mesmo em futuras reencarnações!), variáveis obviamente conforme a maior ou menor responsabilidade e intenção da parte daquele que efetua a travessia interdimensional.

 

Fonte: livro "Bioética: Uma Contribuição Espírita" – Editora EME.