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A Visão
Moral Religiosa da Maioria dos Livros Espíritas
Antonio
Cesar Perri de Carvalho
Por
características de sua formação e as condições peculiares da época colonial, o
povo brasileiro sempre foi afeito à religião. Inclusive, com tendências
sincréticas.
Todavia, no
meio espírita, a literatura de fundo religioso, provavelmente, começou a se
sedimentar em nosso país à época das disputas entre os grupos "místicos" e
"científicos", no final do século passado.
Com a
organização da Federação Espírita Brasileira e a liderança exercida pelo Dr.
Adolfo Bezerra de Menezes, predominou a influência evangélica no Espiritismo
brasileiro.
Ao mesmo
tempo, pelo interior do: país se destacavam lideranças com características
carismáticas. É o caso de Eurípedes Barsanulfo, no triangulo mineiro, conhecido
como "apóstolo da caridade" e de Cairbar Schutel, no interior de São Paulo,
chamado "o pai dos pobres de Matão ".
O trabalho
doutrinário e assistencial executado por esses homens passou a servir de
estímulo a outras realizações pelo país a fora. No pensamento de ambos, sempre
ficou clara a presença da visão moral religiosa.
Além das
lideranças e realizações doutrinárias e assistências os escritores e
articulistas exerceram influência destacada.
As
diretrizes do trabalho assistencial e a preocupação com a editoração de obras
espíritas foram marcas bem visíveis em nosso movimento em fases mais distantes.
Em 1941,
Gabriel Gobron já escrevia na revista francesa "Le Fraterniste", após visitar
nosso país: "... o Espiritismo brasileiro é a caridade em ação (...). A
Federação Espírita Brasileira tem oficina gráfica própria (...) e a edição
espírita brasileira atinge proporções que ninguém ousará comparar sem vexame as
magra publicações que penosamente saem das tipografias na Grã Bretanha, nos
Estados Unidos ou algures (...) e o Brasil e os seus espíritas são pobres!"
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