Parábola do Tesouro Escondido

Emerson Oliveira Cavalcante

 

“Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo” (Jesus – Mateus 13; 44).

Jesus fazia uso das parábolas para que através de uma linguagem simples, com símbolos próximos do cotidiano das pessoas, pudesse tratar sobre assuntos de profundo significado espiritual. A parábola, desta forma, era uma estória figurada, encerrando, um tema de ordem moral.

A parábola do tesouro escondido faz parte de uma seqüência de alegorias em que Jesus traça um paralelo entre o reino dos céus e vários símbolos. Dentre eles, encontraremos: o campo, e os verbos achar, esconder, alegrar, vender e comprar, além do próprio tesouro que estava oculto.

O Mestre já nos alertava para o fato de que o reino dos céus não vem com aparência exterior, ou seja, não é um lugar circunscrito, determinado geograficamente, para o deleite dos bem-aventurados.

Não, o reino que o Cristo ensina está no coração e no entendimento das criaturas que desejarem, com esforço pessoal, conquistar a si mesmos, eis, o tesouro escondido.

O campo representa na parábola, a consciência individual de cada ser, na condição de Espírito imortal a caminho da evolução. Campo vasto e de imensas possibilidades de dar muitos frutos, no entanto, por vezes, abafamos o potencial de fertilidade deste campo, quanto esquecemos esta voz íntima que fala ao homem interior, no imo de sua alma, e nos entregamos aos desvarios de paixões desequilibradas, fomentadas pelo egoísmo.

O fato, porém, é que o homem achou o tesouro oculto no campo. Lembremos que não podemos achar aquilo que não existe, significando que todos nós temos este tesouro a ser encontrado.