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A
Instituição Familiar
Edson
Tomazelli
Assistimos,
hoje, variadas interpretações dos conceitos que generalizam na vulgaridade os
valores éticos de todos os matizes, principalmente a séria ameaça que paira
sobre a estabilidade do casamento e da família.
As mudanças
de comportamento ocorridas nos últimos anos com a liberalização dos costumes e
as conquistas, ainda que tardias, da mulher, somados com o livre exercício do
pensamento religioso e os movimentos amplos da sociedade em geral, sem dúvida
marcaram, definitivamente, o instituto familiar.
Constatam-se, casais que se unem para logo depois se separarem, ou muitos ainda,
nem formalizam os laços matrimoniais, apenas “ficam”.
Todavia,
quando o assunto é “família” devemos ter em conta a seriedade e a importância
que a união regular entre dois seres representa no contexto global da vida
humana, tanto para o casal, como para os filhos que advêm dessa união.
Sem perder
de vista também, que o verdadeiro lar, aqui não confundir com a simples
edificação material, o imóvel em si, pois este representa a parte física capaz
de dar segurança e tranqüilidade aos que nele habita, conquanto o lar é a
comunhão de sentimentos, onde, através da renúncia e a dedicação, o grupo
familiar se sente bem, compartilhando dores e felicidades no bem comum.
Camilo,
através da psicografia de J. Raul Teixeira, na obra intitulada Desafios da Vida
Familiar, traz-nos importantes apontamentos sobre o assunto e ensina-nos que a
família é mais do que o resultado genético.
É o núcleo
assistencial para o progresso da alma, são os ideais, sonhos, lutas árduas,
sofrimentos e aspirações jungidas pela concessão divina para, no mesmo grupo
doméstico expressar a elevação espiritual na terra. |
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