O lado mais cruel da morte não é a separação, mas o sentimento de que poderíamos ter feito mais pelo ente querido que retornou.

Fica sempre aquela sensação de que deveríamos ter falado do nosso amor, da importância daquela pessoa em nossa vida.

Perdemos muito tempo acumulando sentimentos putrefatos em detrimento das manifestações afetivas.

E quando a morte chega à dor e o desespero se instalam em nossos espíritos frágeis e infantis.

Por isso é urgente que surpreendamos a morte, antes que ela nos surpreenda.

Valorizemos as coisas simples, nossos relacionamentos, nossas amizades.

Vamos olhar mais nos olhos uns dos outros, vamos abraçar mais, beijar mais, amar mais.

Vamos fazer uma faxina mental através do perdão, atiremos fora de nossa mente e do nosso coração o rancor e a mágoa.

Não nos esqueçamos que o cultivo desses sentimentos ruins em nossa alma, traduzir-se-á no futuro em doenças degenerativas.

Portanto mãos a obra, deixemos que o amor fale por nós e através de nós.

E no dia em que morte vier nos buscar, ou levar alguém que amamos, que ela se surpreenda ao nos encontrar extenuados de tanto amar.

Sabemos que estamos aqui de passagem, tomemos nossa vida em nossas mãos e amemos cada vez mais.