|
|
Editorial
O
Congresso Nacional está às voltas com um Projeto de Lei visando a
alteração do Código Penal Brasileiro, nos seus artigos de Nos
124 a 128, elaborado por uma comissão especialmente criada para esse
fim, que visa a liberação do aborto com bastante probabilidade de se
conseguir essa meta.
Nós que adotamos por norma de vida a Doutrina Espírita, por seus
conceitos garantirem, com certeza, o progresso espiritual e, sabedores
que há crime sempre que se transgridem as Leis de Deus, sabemos ser o
aborto um crime praticado sempre que se tira a vida a uma criança
antes de seu nascimento, por impedir uma alma de passar pelas
abençoadas provas a que se serviria de instrumento o corpo que estava
se formando.
Os Espíritos Superiores que transmitiram a Allan Kardec os conceitos
da Doutrina Espírita, foram categóricos ao responderem, na questão 880
de “O Livro dos Espíritos”, quando o Codificador lhes perguntou: “Qual
o primeiro de todos os direitos naturais do Homem?”
Incontinente, os Benfeitores Espirituais responderam: “O de viver. Por
isso é que ninguém tem o direito de atentar contra a vida de seu
semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer-lhe a
existência corporal”.
Então, para nós espíritas, o direito à vida é de capital importância.
Contudo, muitos encarnados, ainda, desconhecem as Leis que as regem.
Então é necessário que estudemos a questão; que procuremos nos
inteirar das conseqüências do aborto para o espírito que foi impedido
de vivenciar na Terra as provas que o libertará, e para a mãe que terá
sérios dramas de consciência e, muita vezes, complicações físicas
conforme os leitores poderão tomar conhecimento com as explicações da
médica ginecologista, Dra. Marlene Nobre, em entrevista concedida à
repórter Érika Silveira, da Revista Cristã de Espiritismo, e constante
nesta edição de O Idealista. |
|