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Foi-lhe informado, pelo amigo espiritual, que era preciso o retorno
com a esposa de outrora porque ele precisava aprender a amar. A Lei é
de Deus, e ninguém quer ser suportado e sim amado.
Então, a pergunta que fazemos a nós mesmos é: Como analisar, sob a
ótica Espírita, um relacionamento no qual o amor não é mais o elo de
união entre os cônjuges? Deve o casal manter essa relação, em função
de preservação da família?
A
decisão, como podemos perceber, é muito pessoal. Entendemos que
havendo a possibilidade de crescimento na relação, será possível
manter o vínculo, apesar de tudo. Mas, se não há essa possibilidade,
se as pessoas estão se destruindo, digladiando-se, diuturnamente, o
menor dos males é a separação como o caminho mais viável para o
reencontro da felicidade.
Acreditam muitos que, a formação da família tem como objetivo, sempre
corrigir desequilíbrios do passado. Isso não é real. Há a
possibilidade desse objetivo, isso é correto, mas não sempre. Há casos
que se reúnem espíritos pela afinidade, para desenvolver ações sociais
de grande vulto. Para a demonstração de atos de nobreza, para
ensinarem que o amor e a bondade, a correção e o cumprimento das Leis
devem ser a meta de todos.
Ao entendermos a família como uma reunião de espíritos para a
realização de um projeto, percebemos que esse conceito é universal,
desvinculado de funções estabelecidas por esta ou aquela cultura.
A
Doutrina Espírita nos orienta que o casamento não pode acabar. Apesar
das dificuldades do momento que obriga o marido e a esposa trabalhar
fora para atender o objetivo da perpetuação da família, há a
necessidade de se buscar a Lei do Equilíbrio, conforme nos diz Joanna
de Angelis no livro “Laços de Amor”: “Nada impede que a mulher
trabalhe para auxiliar na economia doméstica desde que não se esqueça
que sua maior função é a de educar os filhos”.
É
na perpetuação dos laços matrimonias que iremos forjar a família
universal. Quando Jesus afirma que “Deus é nosso Pai”, Ele nos
mostrava a família espiritual como uma decorrência da família
corporal.
Por isso “O MELHOR É VIVER EM FAMÍLIA – APERTE MAIS ESSE LAÇO”.
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