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Pergunta – Em que momento a alma se uns ao corpo?
Resposta – “A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião
do nascimento. Desde o instante da concepção o Espírito designado para
habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez
mais se vai apertando até ao instante em que a criança vê a luz. O
grito, que o recém-nascido solta, anuncia que ela se conta no número
dos vivos e dos servos de Deus.”
As ciências contemporâneas, por meio de diversas contribuições, vêm
confirmando a visão espírita acerca do momento em que a vida humana se
inicia. A Doutrina Espírita firma essa certeza definitiva,
estabelecendo uma ponte entre o mundo físico e o mundo espiritual,
quando oferece registros de que o ser é preexistente à morte
biológica.
A
tese da reencarnação, que o Espiritismo apresenta como eixo
fundamental para se compreender a vida e o homem em tua sua amplitude,
hoje é objeto de estudo de outras disciplinas do conhecimento humano
que, através de evidências científicas, confirmam a síntese filosófica
do Espiritismo: “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre,
tal é a Lei”.
Assim, não se pode conceber o estudo do abortamento sem considerar o
princípio da reencarnação, que a Parapsicologia também aborda ao
analisar a memória extracerebral, ou seja, a capacidade que algumas
pessoas têm de lembrar, espontaneamente, de fatos com elas ocorridos,
antes de seu nascimento.
Dentro da lei dos renascimentos se estrutura, ainda, a terapia
regressiva a vivências passadas, que a Psicologia e a Psiquiatria
utilizam no tratamento de traumas psicológicos originários de outras
existências, inclusive em pacientes que estiveram envolvidos na
prática do aborto.
Aborto Terapêutico
O
procedimento abortivo é moral somente numa circunstância, segundo O
Livro dos Espíritos, na questão 359, respondida pelos Espíritos
Superiores:
Pergunta – Dado o caso que o nascimento da criança pusesse em perigo a
vida da mão dela, haverá crime em sacrificar-se a primeira para salvar
a segunda?
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