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Resposta – “Preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe a
sacrificar-se o que já existe”.
(Os Espíritos referem-se, aqui, ao ser encarnado, após o nascimento).
Com o avanço da Medicina, torna-se cada vez mais escassa a indicação
desse tipo de abortamento. Essa indicação de aborto, todavia, com as
angústias que provoca, mostra-se como situação de prova e resgate para
pais e filhos, que experimentam a dor educativa em situação limite,
propiciando, desse modo, a reparação e o aprendizado necessários.
Aborto por Estupro
Justo é se perguntar, se foi a criança que cometeu o crime. Por que
lhe imputar responsabilidade por um delito no qual ela não tomou
parte?
Portanto, mesmo quando uma gestação decorre de uma violência, como o
estupro, a posição espírita é absolutamente contrária à proposta do
aborto, ainda que haja respaldo na legislação humana.
No caso de estupro, quando a mulher não se sinta com estrutura
psicológica para criar o filho, cabe à sociedade e aos órgãos
governamentais facilitar e estimular a adoção da criança nascida, ao
invés de promover a sua morte legal. O direito à vida está,
naturalmente, acima do ilusório conforto psicológico da mulher.
Aborto “Eugênico” ou “Piedoso”
A
questão 372 de O Livro dos Espíritos é elucidativa:
Pergunta – Que objetivo visa a providência criando seres desgraçados,
como os cretinos e os idiotas?
Resposta – “Os que habitam corpos de idiotas são Espíritos sujeitos a
uma punição. Sofrem por efeito do constrangimento que experimentam e
da impossibilidade em que estão de se manifestarem mediante órgãos não
desenvolvidos ou desmantelados”.
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