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Não há dúvida quanto ao direito de escolha da mulher em ser ou não ser
mãe. Esse direito ela o exerce, com todos os recursos que os avanços
da ciência têm proporcionado, antes da concepção, quando passa a
existir, também, o direito de um outro ser, que é o do nascituro, o
direito à vida, que se sobrepõe ao outro.
Estudos científicos recentes demonstram o que já se sabia há muito
tempo: o feto é uma personalidade independente que apenas se hospeda
no organismo materno. O embrião é um ser tão distinto da mãe que, para
manter-se vivo dentro do útero, necessita emitir substâncias
apropriadas pelo organismo da hospedeira como o objetivo de expulsá-lo
como corpo estranho.
Conseqüências do Aborto
Após o abortamento, mesmo quando acobertado pela legislação humana, o
Espírito rejeitado pode voltar-se contra a mãe e todos aqueles que se
envolveram na interrupção da gravidez. Daí dizer Emmanuel (Vida e
Sexo, psicografado por Francisco C. Xavier, cap. 17, ed. FEB):
“Admitimos seja suficiente breve
meditação, em torno do aborto delituoso, para reconhecermos nele um
dos fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões
catalogáveis na patologia da mente, ocupando vastos departamentos de
hospitais e prisões”.
Mulher e homem acumpliciados nas ocorrências do aborto criminoso
desajustam as energias psicossomáticas com intenso desequilíbrio,
sobretudo, do centro genésico, implantando nos tecidos da própria alma
a sementeira de males que surgirão a tempo certo, o que ocorre não só
porque o remorso se lhes estranha no ser, mas também porque assimilam,
inevitavelmente, as vibrações de angústia e desespero, de revolta e
vingança dos Espíritos que a lei lhes reservava para filhos.
Por isso compreendem-se as patologias que poderão emergir no corpo
físico, especialmente na área reprodutora, como o desaguar das
energias perispirituais desestruturadas, convidando o protagonista do
aborto a harmonizar-se com a própria consciência.
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