Sem essas informações fica difícil desenvolver um sistema de aprendizagem que exige, acima de tudo, uma visão nova, despojada dos valores materialistas e de sucesso a todo custo, mas que se preocupe, principalmente, com a qualidade de vida dessas crianças.

A Doutrina Espírita é fundamental, como também são imprescindíveis os estudos e a dedicação, envolvendo toda a família, em torno desse projeto educacional. E esse aprendizado tem que ser compartilhado. Temos que fazer aquilo que Hermínio Miranda me disse em um de seus e-mails, que é levar essas informações àqueles que ainda não fazem essa leitura espiritual quando se deparam com essas síndromes. Só assim, ainda nos dizeres de Hermínio, estaremos colaborando para que um dia se remova o véu que a ciência materialista não tem como fazer.

 

As idéias defendidas são provenientes de pesquisas? De que autores?

Na verdade já são quase 15 anos que venho estudando as questões que envolvem educação inclusiva, dificuldades de aprendizagem, autismo, asperger, hiperatividade, déficit de atenção e altas habilidades/superdotação. É um trabalho que exige pesquisas e comparações sobre estudos e obras de diversos autores, mas que se soma aos depoimentos de mães e professoras que souberam lidar com essas crianças e que vêm obtendo sucesso nessa área, transferindo essas experiências para outras pessoas.

É o que fazemos no Projeto FloreSer, reconhecido por autoridades no assunto como o professor Russell Barkley, pesquisador do Departamento de Psiquiatria da Suny Upstate Medical University de Nova Iorque, autor de vários livros sobre TDAH e considerado o mais importante pesquisador e conferencista internacional nessa área. Nosso projeto é citado por Barkley em seu livro “Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade – TDAH”, da editora Artmed, como referência no Brasil nessa área. Recentemente tivemos nosso trabalho destacado pelo editor do jornal da Sociedade Autística Nacional do Reino Unido que nos convidou para colaborar com artigos sobre o assunto. Trata-se da sociedade fundada pela psiquiatra Lorna Wing, a maior pesquisadora do autismo no mundo.