O Mestre, por esta razão, em suas conferências incomparáveis, abordou todos os temas de interesse da criatura humana. Percebendo isto e compreendendo a excelência da oportunidade, quanto possível, procuro abordar temas que esclareçam e auxiliem os nossos irmãos que enfrentam aflições diversas.

 

Qual a avaliação do contato com o público que o procura após essas abordagens de caráter psico-emocionais? Há muitos relatos dessas angústias humanas?

Sempre me comove a aproximação e o envolvimento com as aflições humanas. Ao longo destes anos tenho atendido milhares de pessoas através do atendimento fraterno, de cartas e dos vários outros meios de comunicação. Não poucos abrem a alma e confidenciam-me suas dores, que me sensibilizam e enternecem profundamente.

 

E qual a principal carência do ser humano em sua visão?

No último quartel do século XVIII, alguém afirmou que “o homem perdeu o endereço de Deus”. Nisto reside a causa maior das carências humanas, embora diversos outros fatores contribuam para as dificuldades. Enquanto o ser não se conscientizar de que é um espírito imortal, permanecendo indiferente quanto à sua origem e destinação, e viver centrado nos valores imediatistas e utilitaristas, permanecerá desencontrado e infeliz. Quando educarmos os valores que trazemos em nós, filhos de Deus que somos todos, atingida a plenitude, as carências e os conflitos passarão para sempre.

 

E o problema existe também entre espíritas mais veteranos, dirigentes e trabalhadores espíritas? Como isso ocorre diante de tão vasta proposta de entusiasmo e trabalho apresentada pela Doutrina Espírita?

Segundo a origem etimológica, entusiasmo significa “Deus em nós”. Como os trabalhadores e dirigentes espíritas também estão em processo evolutivo, e possuem as mesmas dificuldades das demais criaturas, podem apresentar comportamentos inadequados e incoerentes.