Qual a importância da evangelização infanto-juvenil nas casas espíritas? Você acha que ela realmente transforma o Espírito?

Preciso usar novamente a palavra vital, pois que construtora da vida. Ela complementa a base recebida em família e forma continuadores do ideal, além de contribuir para uma nova sociedade.

Realmente ela transforma, quando bem direcionada.

Posso dizer de mim mesmo (fui aluno da evangelização espírita), pois que as aulas que recebi marcaram minha vida. Embora não me lembre do conteúdo das aulas, nunca pude esquecer os conceitos, o direcionamento moral. Há músicas que eu cantava quando criança, no centro espírita, que nunca pude esquecer.

As atividades de teatro, passeios em caravanas, as referências a Jesus e a Kardec marcaram-me profundamente. Sempre via meu professor referir-se a Jesus e Kardec. Não podia entender porque falavam tanto nesses personagens, mas o amadurecimento através do tempo fez entender isso.

Posso afirmar, pois, que toda atividade espírita que hoje exerço deve-se a tudo que recebi durante minha infância, de meus pais, e das atividades do centro direcionada à educação infantil.

 

Sabemos que aos médiuns e trabalhadores das casas espíritas, é indicado, impreterivelmente, o trabalho em obras de assistência social, tais como distribuição de alimentos, atendimento fraterno, etc. Porque?

Por uma razão muito simples: o trabalho assistencial educa a emoção. Aprendemos a ver nosso irmão, a entender-lhe as dificuldades, a compreender suas razões e conflitos. Por outro lado, cria o mérito da ação, ou ainda melhor, estabelece o vínculo entre o conhecimento e a prática propriamente dita.

Se ficarmos apenas no intelecto, de que valerá? Será mero adorno. Temos o dever de nos auxiliarmos mutuamente. E isso não se refere apenas à distribuição de alimentos ou roupas, mas principalmente na distribuição do afeto, da atenção de que todos, seres humanos, precisam.

 

Fonte: Casa Espírita Eurípedes Barsanulfo